6 de março de 2017

O significado de uma mirror match





                "One step at a time, one punch at a time, one round at time. It's you against you"


            Rocky Balboa é, de fato, um personagem inspirador, suas frases adentram nossa sociedade, seja para nos fazer refletir, seja para lembrar-nos de algo que não deveríamos ter esquecido à princípio. "I believe that's true in the ring and I think that's true in life". É verdade na vida, este jogo maravilhoso existe na nossa vida, logo, é verdade também no nosso jogo.




             Certa feita, dediquei um post inteiro para falar de mirror matches (você pode ler, clicando aqui). O nosso jogo, no entanto está em constante mudança, àquela época vivíamos uma das piores mirror matches de todos os tempos, PePe. Neste exato momento temos outro deck extremamente dominante tomando conta das mesas e das plataformas virtuais que circundam a internet, Zodiac. Para se ter uma dimensão histórica do momento, YCS Seattle ocorreu à poucos dias e 28 (VINTE E OITO) dos 32 possuiam Ratpier no main deck, ao menos. Talvez não seja considerado mirror enfrentar um deck de infernoid com somente Ratpier nele, no entanto, em um número considerável dos jogos você enfrentará apenas a sua engine, uma engine igual a sua. Isso, meus queridos, é o que chamamos de mirror match.



             Em primeiro lugar, é preciso entender o patamar de todo o jogo atual. Vivemos um Mad Max tcgístico (faz de conta que é uma expressão que faz sentido). O jogo é uma total loucura e ganhar no dado decide mais jogos do que habilidade. Obviamente, isso é algo terrível para um jogo, ter dinheiro ou um simples going first decidir mais do que o player jogando é gravíssimo. Neste cenário, nos foi enviado um deck que dominou as ações no OCG e que promete fazer o mesmo por essas bandas : Zodiac. 

            Um sólido turno 1, é o que promete esse tal novo deck. Uma questão, no entanto, é preciso ser levantada. Todos os decks tem o turno 1 poderoso, isso significa então que quem vai primeiro ganha ? Essencialmente a resposta é sim, mas poderia muito bem ser um "não necessariamente". A engine de Zodiac é minúscula, 12 cards no main deck (15 se contar o playset de Tenki), o resto é extra deck, o que permite que o deck tenha 28 (VINTE E OITO) cartas de tech (ou 25, como queiram). Nessa parte entram eles, o terror de boss monsters, os Kaiju !



             
               A habilidade dos Kaiju de simplesmente tirar os boss monsters do campo é crucial para que você possa jogar (o jogo ainda é sobre isso). Afinal, o que é um deck de ABC sem o Dragonbuster no campo ? (trap.dek) 

               Temos aqui uma combinação um tanto quanto perigosa :  Um excelente início quando você é aquele que começa e, mais importante, uma solução para, no caso de você não ser um jogador de dado profissional, poder jogar na segundo turno (é bastante comum ver Raigekis e Dark Holes nos main decks). Essa combinação é algo comum-mas-nem-tanto nas estampas ilustradas e é isso que geralmente cria um tier 1 (ou até mesmo um tier 0). As condições estão todas aí, o cenário perfeito para o domínio  das mesas para um único deck ... e é exatamente isso que está acontecendo.

               Infelizmente não joguei o quanto gostaria no último ano. No entanto voltei a ativa neste 2017 não foi difícil perceber o quão o jogo tinha mudado desde o período em que um Destroyer no campo era big thing.

               Uma mirror é o tipo de jogo mais difícil que você pode jogar, pois estamos falando de recursos muito similares. A grande diferença neste jogo aqui é que você vai precisar jogar no topo do sua concentração e raciocínio.  Mirrors são sempre complexas, te fazem suar para raciocinar e exaurem a sua mente com ideias de jogadas que você não faria em um jogo normal. Esse esforço aumenta consideravelmente quando você joga com alguém que é notoriamente um bom jogador. Esse tipo  de desafio exige treino e concentração altíssimos além de um nível de compreensão das cartas e do jogo. Tenha sempre em mente, se você escolheu o melhor deck (na sua compreensão), você fez uma escolha consciente de jogar mirror matches, então é melhor não reclamar que a mirror de BA dura 1 hora.


               A mirror de Zodiac tem suas peculiaridades e vou abordá-las agora

Turno 1Devo dizer, é poético como com uma única carta você faz todo o seu deck rodar, porém, o seu primeiro turno é diferente. Você consegue vantagem, busca tudo, deixa seu deck "magro" recicla e puxa mais 1 antes do turno acabar. Lindo, né ? PORÉM, no estampas ilustradas atual isso só é bom se você tiver um boss monster que IMPEÇA POR COMPLETO SEU OPONENTE DE JOGAR. Não é o que esse deck oferece, um Drident face-up é bonito mas não é o que você chama exatamente de assustador (ainda mais com TANTOS kaijus soltos por aí). Você inicia, faz a magia do seu deck, seu oponente invoca um kaiju pro seu lado, faz a magia do deck dele e assim segue.

Recursos "infinitos" : 2 Daigusto no Extra e uma trap que é muito mais assustadora no grave do que setada no campo. A capacidade de gerar rank 4 para o recycling do deck é, não só importante, como o coração do mesmo. Sem essa habilidade de reciclar e gerar draw power, o deck perderia o fôlego muito rápido.

Um boss monster :  Depois de falar que Drident não é nada assustador eu vou defendê-lo agora. Lembram da mirror de Ruler, onde o Dracossack era o Boss ? Mesma sensação, na mirror dos dragões o Mecha não era a pior coisa de se ver na mesa do lado do oponente, apesar de ser sempre a opção mais óbvia. A grande diferença aqui (colossal aliás) é que o Draco não representava uma real ameaça no seu turno. Drident representa. Se você não tem o out, sua normal summon fica completamente comprometida (apesar de Barragem e Terrortop serem uma maneira de contornar isso. É, não tem escapatória com esse deck).

Kaijus :  Os Kaiju são uma das invenções que mais gostei (os monstros, não acho a spell saudável). O fato de serem uma hand trap gera diversas preocupações nas tomadas de decisão, principalmente no turno 1, onde você, teoricamente, não sabe com o que seu oponente está jogando.

  
Hand traps : Desde que elas surgiram, só se tornaram cada vez mais popular. O tempo em que to players jogaram com 3 Ghost Ogre, 3 Maxx "C" e 3 Effect Veiler pode não voltar (até por conta da limitação do inseto) mas elas estão e estarão sempre no imaginário nos main decks dos jogadores).

              Entenda todos estes aspectos e você será aquele que dá as cartas nesta mirror. Sempre importante dominar uma parcela tão grande deste jogo. Não esqueçam :  treinem, treinem e treinem. Sabemos que não é sorte. Até a próxima.                 

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